Reconhecimento facial e LGPD: como a tecnologia pode aumentar a segurança pública sem violar privacidade

Nos últimos anos, o avanço de tecnologias de segurança pública, especialmente sistemas de reconhecimento facial ligados a câmeras inteligentes, transformou a forma como as cidades monitoram eventos, previnem crimes e respondem a situações críticas. 

Essa evolução trouxe benefícios significativos para a população, como identificação ágil de foragidos, apoio a investigações, proteção em áreas sensíveis e aumento da sensação de segurança.

Ao mesmo tempo, o uso de dados biométricos vem acompanhado de uma responsabilidade igualmente grande: garantir que todo o processo seja feito com rigor jurídico, transparência e respeito absoluto à privacidade dos cidadãos. 

No Brasil, esse equilíbrio é regulamentado pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que coloca regras claras sobre tratamento de dados pessoais, especialmente quando envolvem informações sensíveis como padrões faciais.

O ponto central deste debate, e o foco deste artigo, não é “se” a tecnologia deve ser usada, mas como ela pode operar de forma ética, legal e socialmente benéfica. Hoje, sistemas como o Pato 360° já mostram que é possível unir tecnologia avançada, impacto social positivo e conformidade regulatória.

Neste blog, você vai entender:

  • Como funciona o reconhecimento facial aplicado à segurança pública
  • O que exatamente a LGPD diz sobre dados biométricos
  • Quais práticas garantem uso responsável e legal dessa tecnologia
  • Como integrar câmeras inteligentes a bases policiais sem violar privacidade
  • Boas práticas para prefeituras e órgãos de segurança

O que é reconhecimento facial e como funciona na prática?

Reconhecimento facial é uma tecnologia que identifica pessoas a partir de padrões biométricos captados pela câmera: distância entre olhos, contorno do rosto, formato da mandíbula, entre outros pontos característicos. Esses padrões são transformados em uma espécie de “assinatura digital” (template biométrico), que pode ser comparada a uma base previamente autorizada — como listas de pessoas procuradas ou desaparecidas.

Em aplicações de segurança pública, o processo funciona da seguinte forma.

  1. A câmera captura a imagem em tempo real.
  2. A IA identifica rostos e extrai seus padrões biométricos.
  3. O sistema compara esses padrões com bases autorizadas da polícia.
  4. Caso haja match, um alerta é emitido imediatamente aos operadores.
  5. A autoridade policial avalia e valida a ocorrência antes de qualquer ação.

Esse fluxo é rápido, automatizado e altamente preciso. Porém, o mais importante: não significa que todas as pessoas filmadas tenham seus dados biométricos armazenados. O armazenamento só ocorre quando há previsão legal e autorização expressa, ponto crítico para a conformidade com a LGPD.

Dados biométricos e LGPD: o que a lei permite e o que não permite

A LGPD classifica dados biométricos como dados sensíveis, ou seja, informações que exigem cuidado extremo e só podem ser tratadas quando houver base legal clara. 

Na segurança pública, esse tratamento é permitido quando há base legal específica (autoridade pública, interesse público, proteção da vida, prevenção de fraudes etc.), quando o uso está ligado a finalidade legítima e proporcional, quando existe minimização de dados (usar apenas o necessário) e quando o processo é auditável, transparente e seguro.

A lei não proíbe reconhecimento facial. Ela proíbe o uso abusivo — e isso faz toda a diferença.

A tecnologia é permitida desde que:

  • Não armazene dados de pessoas não procuradas
  • Não gere perfis comportamentais indevidos
  • Não seja usada para vigilância generalizada
  • Siga protocolos de segurança, sigilo e governança

Em outras palavras, o reconhecimento facial é legal no Brasil, desde que seja implementado com finalidade pública clara, controles de acesso rigorosos e regras bem definidas de tratamento de dados.

Segurança pública e privacidade: o equilíbrio possível

A ideia de que segurança e privacidade são opostas é um mito.  Na verdade, as duas caminham juntas quando existe clareza sobre a finalidade da tecnologia, normas que regulam o uso, supervisão sobre armazenamento, mecanismos de transparência e limites operacionais bem definidos.

Sistemas modernos, como os usados pela PROC em cidades parceiras, foram projetados para garantir exatamente isso: segurança para as pessoas, sem abrir mão da proteção dos seus dados pessoais.

  • Finalidade específica

A captura e análise de dados deve servir exclusivamente para localizar pessoas procuradas, apoiar investigações, encontrar desaparecidos e gerar inteligência preventiva, Nada além disso.

  • Minimização de dados

Pessoas que não estão em nenhuma base policial não têm seus dados armazenados.

  • Restrição de acesso

Somente agentes autorizados e treinados podem visualizar ou atuar sobre alertas.

  • Auditoria e rastreabilidade

Cada ação deixa um registro que pode ser verificado.

  • Transparência institucional

Órgãos públicos devem publicar relatórios e métricas sobre o impacto social.

  • Uso proporcional

O reconhecimento facial deve ser aplicado em locais estratégicos e não de forma indiscriminada.

Com esses elementos, a tecnologia deixa de ser invasiva e passa a ser ferramenta de proteção coletiva, operando estritamente dentro do que a lei permite.

O papel das câmeras inteligentes: muito além da identificação

O reconhecimento facial é apenas uma das funções dentro de um ecossistema mais amplo de inteligência de vídeo. Cidades inteligentes utilizam câmeras que operam com:

  • detecção de movimentação anômala
  • objetos abandonados
  • análise de rota e comportamento
  • leitura automática de placas (LPR)
  • alertas por áudio e sensores integrados

Esses recursos ajudam a antecipar riscos, direcionar patrulhamento e oferecer respostas rápidas, sempre dentro das normas da LGPD.

Em muitos casos, a eficiência não vem da identificação facial, mas da capacidade do sistema de enxergar padrões que humanos não conseguiriam monitorar o tempo todo.

Como operar reconhecimento facial em conformidade com a LGPD

1. Bases policiais oficiais

Somente pessoas já procuradas por autoridades competentes podem estar na lista comparada.

2. Templates biométricos sem armazenamento indevido

Se não houver match, o dado é descartado automaticamente.

3. Segurança da informação reforçada

Criptografia, controle de acesso, segregação de funções e auditoria contínua.

4. Governança e documentação

Cada processo precisa ter finalidade, base legal, responsável pelo tratamento, tempo de retenção e políticas de descarte.

5. Supervisão e validação humana

Nenhum sistema pode agir automaticamente. A tecnologia alerta a autoridade realiza a validação.

6. Treinamento de operadores

Para evitar falsas interpretações e garantir que o fluxo siga as normas.

O que prefeituras e gestores precisam considerar antes de implementar a tecnologia

Escolher um sistema de reconhecimento facial não é só uma decisão tecnológica, é uma decisão jurídica, institucional e estratégica. Antes da implantação, é importante avaliar o impacto social esperado, os locais corretos para instalação, a integração com bases policiais, os protocolos de validação humana, as políticas de sigilo e retenção de dados, comunicação clara com a população, qualidade, precisão e auditabilidade do algoritmo, aderência à LGPD e à Lei de Acesso à Informação e parceiros com histórico comprovado de conformidade

Tecnologia sem governança pode gerar riscos, o equilíbrio vem da soma dos dois.

Segurança pública inteligente é, acima de tudo, segurança responsável

O uso de reconhecimento facial é usado para proteger quem mais precisa, apoiando investigações, agilizando respostas e reduzindo vulnerabilidades em áreas sensíveis. 

A LGPD não é um obstáculo para isso, ela é o instrumento que garante que essa tecnologia seja usada da forma certa.

Com processos estruturados, transparência, auditoria e critérios técnicos, a união entre câmeras inteligentes e inteligência artificial oferece ao poder público uma das ferramentas mais eficazes de segurança do século XXI, com benefícios reais para toda a população.

É assim que as cidades evoluem para um modelo mais seguro, mais preventivo e mais alinhado às exigências legais.

E é exatamente esse o compromisso da PROC, tecnologia que protege, conecta e respeita.

A PROC implementa soluções de monitoramento inteligente e reconhecimento facial com total conformidade à LGPD, integração com bases policiais e impacto social comprovado.Quer entender como aplicar essa tecnologia na sua cidade, com segurança e responsabilidade? Fale com nossos especialistas.

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